01 maio 2012

1° de Maio, dia do Trabalhador


Faz algum tempo que eu não escrevo nada.
Não tive muita inspiração nos últimos meses, e também me foquei muito nos meus estudos e na música.

Porém, parei pra escrever um pouco hoje, e sobre algo que também me toma muito tempo. O trabalho.
Desavisados podem ler a primeira parte do parágrafo e interpretar repudia, da minha parte, em relação ao trabalho.
Pois bem, a palavra "trabalho" vem de tripalium, em latim, um termo referente a uma ferramenta agrícola e posteriormente um instrumento de tortura. Muitas vezes a origem da palavra é relacionada somente a tortura.
Com certeza por, em parte da história, o trabalho ser considerado uma atividade somente praticada por escravos.


Contudo, não tenho aversão ao trabalho, e sim às condições que os trabalhadores do passado e do presente são submetidos.
O trabalho no passado era realmente escruciante. Mas houveram conquistas o mundo mudou, e assim, o trabalho passou de tortura à dignificação do homem por atividades realizadas.

Então, os senhores empregadores passaram a se aproveitar dessa ideia moralista para explorar seus empregados a fim de produzir mais e assim, encher o cu de dinheiro.
Foi então que o trabalho tornou a ser um fardo. Parvos incentivados a trabalhar para que se tornem pessoas direitas, explorados.

O trabalhador até abre os olhos, e tenta lutar contra toda a opressão, mas bombardeado por tarefas alienantes, pela mídia sensacionalista e pela insanidade do consumismo, acaba se rendendo aos "contras de um bom emprego e os prós da letargia".

Por fim, o que poucos percebem é que os empregados que ganham pouco, tão pouco que não pode comprar nem o que eles mesmos produzem, se fodem trabalhando, sem a possibilidade de raciocinar é que pagam o patrão, que fatura e recebe uma grande quantia de papel com um valor convencionalizado, e paga uma miséria aos seus operários sem esforço algum.

Não se recebe realmente o que é merecido. Os reais donos são os que produzem, os que trabalham.

Trabalhadores, uni-vos para a conquista!

03 dezembro 2011

Banalização da Contracultura


Ando sem vontade de escrever, mas sempre surge alguma imbecilidade com a qual eu insisto em me importar. Tenho construído, mentalmente, diversos discursos e textos no caminho de ida e volta para a casa da minha namorada – que tenho feito a pé em função do preço absurdo do ônibus, o que é um assunto que talvez eu comente posteriormente – inclusive compus uma música, sobre o comportamento policial.

Mas isso não é o assunto o qual eu quero tratar agora. Nesse post, falarei sobre uma das coisas mais podres, alusivas a mentalidade de certos indivíduos, que se tem conhecimento.

Antes de tudo vou falar sobre as diferenças de movimento e cultura, no caso contracultura.

Cultura é uma síntese de valores e costumes que são seguidos por pessoas, dotadas de raciocínio lógico ou não, afinal, A Evolução é uma teoria – outro assunto para um futuro post.

Tendo o referido em mente, percebe-se que também existem junções de valores e costumes que, de alguma forma, não seguem ou impõem padrões, pelo contrário incentivam as diferenças de cada igual. Percebe-se a contracultura.

Na contracultura existem dezenas de ideologias. Essas ideologias quando atraem muitos simpatizantes formam movimentos. Agora, a diferença é que o movimento pode ser modista, ao passo que os sujeitos que realmente se identificam com a idéia têm papel na cultura, ou no caso, na contracultura.

Assim ocorreu com o Punk. Surgiu como uma proposta musical de oposição e evoluiu para um estilo de vida, um modo de pensar. Enfim não vou bancar o historiador.

O que eu quero esclarecer é: quando ouve o “boom” do Punk, choviam moicanos. Chutava-se uma moita e dois, três rolavam pra fora. Mas todos pertencentes ao grupo modista do movimento, os quais hoje, provavelmente com quarenta e poucos anos, não contribuem ou fazem parte da contracultura.

Visto o quão importante as idéias podem ser para as pessoas, analiso uma situação: surge um pequeno ser desprovido de testosterona e, ainda sim, autodenominando-se homem, vomitando a seguinte frase: “Porra, bróder, o fíndi foi pânqui!”. Ou então de forma mais repugnante ainda: “Vééééi, tu eh pânqui, fÈéÈrah!”.

Primeiro que chamar uma pessoa de “Muito Punk” é como chamar uma pessoa de “Muito estudante”, “Muito guarda de trânsito”, “Muito vigia”, “Muito descendente de italianos” entre outros exemplos.

Segundo, o termo Punk, que significa “vagabundo” no idioma inglês, que é pejorativo, foi adotado de forma irônica, não tendo qualquer intenção de sinonímia, uma vez que vagabundo é filhinho de papai que fuma maconha na USP (Vide gap-revolucionario.tumblr.com).


E por último, mesmo que usado no “Playboizêz” – aquele dialeto em que os mangolões usam palavras em inglês, numa frase em português, pra babar ovo dos gringos ou sei lá – levado ao pé da letra, a maioria das frases continuariam sem sentido:
“Manow, a prova foi pââânckê”. Como pode uma avaliação ser chamada de vagabunda?!

Não sei o que é pior, a vergonha alheia que sinto pela ignorância dos BURROS que insistem em defecar pela boca, ou o ardor da cólera que inflama meu crânio pelo mesmo motivo.

"Beat on the breat with a baseball bat"

O Punk é um modo de pensar. É um estilo de vida. É mais do que cultura, é contracultura. Todos os Punx DE VERDADE tratam o dito apotegma com seriedade, quando abordados e questionados sobre assunto e desta forma, queremos respeito quando escutar a palavra. Mesmo quando vinda de um leigo, o mesmo será tratado sem violência, mas com agressividade. Não se fala sobre o que não se conhece.

Tenho dito!

29 agosto 2011

"Rebeldia de Mercado"


Infelizmente, há bastante tempo que o Movimento Punk perdeu forças. Entretanto ainda vigoram bandas das antigas e também indivíduos das antigas que não deixam a "chama" apagar. Também surgem bandas novas com ideais legais e um som de qualidade. Ainda enxergamos, nas ruas, alguns moicanos (não que o visual seja prioridade). São coisas assim que nos mantém acreditando.

Não é difícil ouvir: "Ah, o Punk morreu!". Essa frase já me causou bastantes discussões. Inacreditavelmente também se encontram Punx que afirmam que o movimento morreu, a Banda Crass, por exemplo:
Punk is Dead - Crass
Yes that's right, punk is dead,
It's just another cheap product for the consumers head.
Bubblegum rock on plastic transistors,
Schoolboy sedition backed by big time promoters.
Cbs promote the clash,
But it ain't for revolution, it's just for cash.
Punk became a fashion just like hippie used to be
And it ain't got a thing to do with you or me.
É, é triste. Mas mesmo assim, continuamos na luta. Além do mais esse não é o assunto do post.

Já faz algum tempo, estava conversando com um amigo e ele me contou sobre um seriado DE MERDA que começou a ser transmitido em um canal da TV à cabo. Fui então conferir, algo que me arrependi amargamente. Me deparei com isso:

Minha reação foi um amálgama de ânsia de vômito com uma vontade profunda a cabeça contra a parede até abrir um rasgo... na parede, ainda mais quando li um pouco sobre o LIXO TELEVISIONADO que nomearam de seriado.
A "Rebeldia de Mercado" nunca me atingiu tanto. Mas isso supera todos os Sellouts, supera qualquer mimetismo EMO.

Paremos para analisar. Os Punx nunca foram bem vistos. Nunca nos apoiaram, e, de repente, passam a USAR nossa ideologia para ganhar status de roqueiro e pagar de malvadão da rua, e agora usam a imagem do movimento (por que não têm o menor conhecimento do que se trata o Punk) para fazer comédia, ridicularizando os "veteranos" remanescentes do Punk.

Era só isso, só queria expressar a minha vontade de queimar a Disneylândia.
Por fim: GREEN DAY NÃO É PUNK, AVRIL LAVIGNE NÃO É PUNK, BLINK 182 NÃO É PUNK.
Esses mela cuecas não prestam. TENHO DITO.


Letra real, Punk Rock de verdade!

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