25 novembro 2013

AnarcoCAPITALIXO!

O Anarcocapitalismo além de diferir, do anarquismo puro, em pontos sociopolíticoeconômicos de inúmeras, ridículas, formas ideológicas, também é contrário à respeito e liberdade de atitudes, defendendo que não há motivo para haverem crimes contra a honra, defendendo o estúpido julgo sobre a liberdade de expressão irrestrita (Хіба це не, сер Мізес**?*), uma vez que "se não há erro ou injustiças não há motivos para que se tenham dúvidas alusivas ao seu caráter" (Vide vídeo de Dâniel Fraga - "Libredade de Expressão: quem tem medo dela?".) 

Em uma palavra: BABAQUICE.


*Хіба це не, сер Мізес**? (LINK)
**Мізес do Instituto Ludwig von Mimimises "Brazil" (LINK)

"Os anarcocapitalistas vivem num mundo fantasioso, acreditam que as pessoas fariam uso da liberdade de expressão IRRESTRITA sem inventar mentiras para prejudicar a reputação alheia. Onde começa e onde termina a liberdade de expressão? A liberdade de pensamento pode ser controlada pelo Estado? Tá na hora de oferecer uma resposta lógica para o Dâniel Fraga."

08 abril 2013

Quociente Eleitoral Antidemocrático.

A manipulação que mantém o povo alienado e conformado numa pseudo democracia, manobra os atos mecânicos e os poucos conscientes para botar no poder quem realmente interessa, dentro dos bandos de carniceiros políticos.

Video muito instrutivo do Lúcio Big

02 março 2013

"Manipulação Televisionada"


Cérebro dissolvendo, feito lesma no sal, se vê
na caixa craniana de quem vê tevê.

Manipulação televisionada.
E dentro de suas cabeças, nada.

Big Brother Brasil, brincadeira cruel,
analogia da fria distopia de G. Owell.

Mata-se a criatividade,
ergue-se a cidade.

Queimam poluentes
e contaminam suas mentes.

Cheiro podre, empresário carniceiro.
Cheiro podre, do maldito dinheiro.

01 março 2013

"(Conformismo), Resistência e Aguardo"



Amanheço com sabor amargo.
Pensando, procurando encargo.
Tento ignorar os acontecidos, conformado...

A tontura bate. Pensamento irado, "Conformismo e Resistência".
Quem dera deixar a primeira de lado.

Insisto em  contar horas; ideais não ficam de lado.
Liberdade total, inquestionável,
sem contê-la, fico no aguardo.

"Árvores Alinhadas"


Árvores alinhadas,
não deixam o pensamento correr.
Natureza controlada.
Vê-se a expressão morrer.

"Conversa com ela".
Ilusão proposta.
gases as nutrem
e o silêncio é a resposta.

Guaxas competem  com concreto,
o sol as desenvolve,
construção me dá teto
e a elas nada devolve.

06 novembro 2012

Serviço Militar Obrigatório.


Tive de engolir meus princípios a seco, suicidar meu orgulho pessoal pela ridícula exigências de instituições que insisto em fazer parte por interesses específicos, como estudar.

Fiz meu alistamento esse ano.

 Burocracia em cima de burocracia, e ainda repressão por caçoar da vergonha de Olavo Bilac, patrono no Serviço Militar (o qual tinha vergonha do estrabismo e só foi registrado em retratos de perfil).
Ainda me deparei com outra exigência, que me causou anda mais repulsa: O juramento à bandeira!

Exigem que eu dê minha palavra, sem perguntar se realmente sinto ou penso sobre o que a promessa consiste. Não compareci. Fiquei sujeito a sabe lá o que, talvez até a perda do direito de ir e vir (que muitos podem chamar de liberdade), isto é, ir preso.

Não fui preso, mas paguei R$5,00 e pouco. R$5,00, é quanto vale a palavra de um homem para o sistema.
Ofendido, bufando de ódio, cinco "mangos" mais pobre mas mantenho a minha palavra.

 Não amo o território, não daria minha vida para defender território.

Para manter, um pouco, o bom humor.


E a revolta musical.

Um PUTA tapa na cara da mídia direitista ignorante.


Um manifesto muito bem humorado, do ativista Thiago Tomazine. Ótima contribuição informativa referente à um assunto tão polêmico.


29 outubro 2012

Guaxas


Guaxas

Olha os meio fios,
Em um pé de qualquer muro,
Como se não devessem estar ali,
Porém resistem, expressam-se.

A beleza demonstrada com destalento,
Por não acatar as expectativas da convencionalidade.

E em meio fios,
Em pés de quaisquer muros,
É observada a rebeldia natural.

Embelezando o enfeiurando,
O cinza, da enfeiurada vista.

Desconstruindo, ocupando,
Rachadura a rachadura, todo concreto.

Embelezando, verdadeiramente, a inóspita paisagem,
Colorindo o que não era para ser colorido.

01 maio 2012

1° de Maio, dia do Trabalhador


Faz algum tempo que eu não escrevo nada.
Não tive muita inspiração nos últimos meses, e também me foquei muito nos meus estudos e na música.

Porém, parei pra escrever um pouco hoje, e sobre algo que também me toma muito tempo. O trabalho.
Desavisados podem ler a primeira parte do parágrafo e interpretar repudia, da minha parte, em relação ao trabalho.
Pois bem, a palavra "trabalho" vem de tripalium, em latim, um termo referente a uma ferramenta agrícola e posteriormente um instrumento de tortura. Muitas vezes a origem da palavra é relacionada somente a tortura.
Com certeza por, em parte da história, o trabalho ser considerado uma atividade somente praticada por escravos.


Contudo, não tenho aversão ao trabalho, e sim às condições que os trabalhadores do passado e do presente são submetidos.
O trabalho no passado era realmente escruciante. Mas houveram conquistas o mundo mudou, e assim, o trabalho passou de tortura à dignificação do homem por atividades realizadas.

Então, os senhores empregadores passaram a se aproveitar dessa ideia moralista para explorar seus empregados a fim de produzir mais e assim, encher o cu de dinheiro.
Foi então que o trabalho tornou a ser um fardo. Parvos incentivados a trabalhar para que se tornem pessoas direitas, explorados.

O trabalhador até abre os olhos, e tenta lutar contra toda a opressão, mas bombardeado por tarefas alienantes, pela mídia sensacionalista e pela insanidade do consumismo, acaba se rendendo aos "contras de um bom emprego e os prós da letargia".

Por fim, o que poucos percebem é que os empregados que ganham pouco, tão pouco que não pode comprar nem o que eles mesmos produzem, se fodem trabalhando, sem a possibilidade de raciocinar é que pagam o patrão, que fatura e recebe uma grande quantia de papel com um valor convencionalizado, e paga uma miséria aos seus operários sem esforço algum.

Não se recebe realmente o que é merecido. Os reais donos são os que produzem, os que trabalham.

Trabalhadores, uni-vos para a conquista!

03 dezembro 2011

Banalização da Contracultura


Ando sem vontade de escrever, mas sempre surge alguma imbecilidade com a qual eu insisto em me importar. Tenho construído, mentalmente, diversos discursos e textos no caminho de ida e volta para a casa da minha namorada – que tenho feito a pé em função do preço absurdo do ônibus, o que é um assunto que talvez eu comente posteriormente – inclusive compus uma música, sobre o comportamento policial.

Mas isso não é o assunto o qual eu quero tratar agora. Nesse post, falarei sobre uma das coisas mais podres, alusivas a mentalidade de certos indivíduos, que se tem conhecimento.

Antes de tudo vou falar sobre as diferenças de movimento e cultura, no caso contracultura.

Cultura é uma síntese de valores e costumes que são seguidos por pessoas, dotadas de raciocínio lógico ou não, afinal, A Evolução é uma teoria – outro assunto para um futuro post.

Tendo o referido em mente, percebe-se que também existem junções de valores e costumes que, de alguma forma, não seguem ou impõem padrões, pelo contrário incentivam as diferenças de cada igual. Percebe-se a contracultura.

Na contracultura existem dezenas de ideologias. Essas ideologias quando atraem muitos simpatizantes formam movimentos. Agora, a diferença é que o movimento pode ser modista, ao passo que os sujeitos que realmente se identificam com a idéia têm papel na cultura, ou no caso, na contracultura.

Assim ocorreu com o Punk. Surgiu como uma proposta musical de oposição e evoluiu para um estilo de vida, um modo de pensar. Enfim não vou bancar o historiador.

O que eu quero esclarecer é: quando ouve o “boom” do Punk, choviam moicanos. Chutava-se uma moita e dois, três rolavam pra fora. Mas todos pertencentes ao grupo modista do movimento, os quais hoje, provavelmente com quarenta e poucos anos, não contribuem ou fazem parte da contracultura.

Visto o quão importante as idéias podem ser para as pessoas, analiso uma situação: surge um pequeno ser desprovido de testosterona e, ainda sim, autodenominando-se homem, vomitando a seguinte frase: “Porra, bróder, o fíndi foi pânqui!”. Ou então de forma mais repugnante ainda: “Vééééi, tu eh pânqui, fÈéÈrah!”.

Primeiro que chamar uma pessoa de “Muito Punk” é como chamar uma pessoa de “Muito estudante”, “Muito guarda de trânsito”, “Muito vigia”, “Muito descendente de italianos” entre outros exemplos.

Segundo, o termo Punk, que significa “vagabundo” no idioma inglês, que é pejorativo, foi adotado de forma irônica, não tendo qualquer intenção de sinonímia, uma vez que vagabundo é filhinho de papai que fuma maconha na USP (Vide gap-revolucionario.tumblr.com).


E por último, mesmo que usado no “Playboizêz” – aquele dialeto em que os mangolões usam palavras em inglês, numa frase em português, pra babar ovo dos gringos ou sei lá – levado ao pé da letra, a maioria das frases continuariam sem sentido:
“Manow, a prova foi pââânckê”. Como pode uma avaliação ser chamada de vagabunda?!

Não sei o que é pior, a vergonha alheia que sinto pela ignorância dos BURROS que insistem em defecar pela boca, ou o ardor da cólera que inflama meu crânio pelo mesmo motivo.

"Beat on the breat with a baseball bat"

O Punk é um modo de pensar. É um estilo de vida. É mais do que cultura, é contracultura. Todos os Punx DE VERDADE tratam o dito apotegma com seriedade, quando abordados e questionados sobre assunto e desta forma, queremos respeito quando escutar a palavra. Mesmo quando vinda de um leigo, o mesmo será tratado sem violência, mas com agressividade. Não se fala sobre o que não se conhece.

Tenho dito!

29 agosto 2011

"Rebeldia de Mercado"


Infelizmente, há bastante tempo que o Movimento Punk perdeu forças. Entretanto ainda vigoram bandas das antigas e também indivíduos das antigas que não deixam a "chama" apagar. Também surgem bandas novas com ideais legais e um som de qualidade. Ainda enxergamos, nas ruas, alguns moicanos (não que o visual seja prioridade). São coisas assim que nos mantém acreditando.

Não é difícil ouvir: "Ah, o Punk morreu!". Essa frase já me causou bastantes discussões. Inacreditavelmente também se encontram Punx que afirmam que o movimento morreu, a Banda Crass, por exemplo:
Punk is Dead - Crass
Yes that's right, punk is dead,
It's just another cheap product for the consumers head.
Bubblegum rock on plastic transistors,
Schoolboy sedition backed by big time promoters.
Cbs promote the clash,
But it ain't for revolution, it's just for cash.
Punk became a fashion just like hippie used to be
And it ain't got a thing to do with you or me.
É, é triste. Mas mesmo assim, continuamos na luta. Além do mais esse não é o assunto do post.

Já faz algum tempo, estava conversando com um amigo e ele me contou sobre um seriado DE MERDA que começou a ser transmitido em um canal da TV à cabo. Fui então conferir, algo que me arrependi amargamente. Me deparei com isso:

Minha reação foi um amálgama de ânsia de vômito com uma vontade profunda a cabeça contra a parede até abrir um rasgo... na parede, ainda mais quando li um pouco sobre o LIXO TELEVISIONADO que nomearam de seriado.
A "Rebeldia de Mercado" nunca me atingiu tanto. Mas isso supera todos os Sellouts, supera qualquer mimetismo EMO.

Paremos para analisar. Os Punx nunca foram bem vistos. Nunca nos apoiaram, e, de repente, passam a USAR nossa ideologia para ganhar status de roqueiro e pagar de malvadão da rua, e agora usam a imagem do movimento (por que não têm o menor conhecimento do que se trata o Punk) para fazer comédia, ridicularizando os "veteranos" remanescentes do Punk.

Era só isso, só queria expressar a minha vontade de queimar a Disneylândia.
Por fim: GREEN DAY NÃO É PUNK, AVRIL LAVIGNE NÃO É PUNK, BLINK 182 NÃO É PUNK.
Esses mela cuecas não prestam. TENHO DITO.


Letra real, Punk Rock de verdade!

25 agosto 2011

Greves, professores mercenários, alunos egoístas e pais escrotos

Não tenho postado nada, pois ando ocupado com as aulas (algo que valorizo bastante, pois como sempre costumei ouvir: “Conhecimento é a única coisa que não podem tirar de você”) e é sobre isso que falarei nesse post, a importância dada pelos ignóbeis à educação.

A rede de ensino em que eu estudo é federal e está em greve, mas a situação no Instituto daqui é ridícula. Meia dúzia de professores parou, fizeram faixas porcas, e tentam conquistar a simpatia de alguns alunos distribuindo narizes de palhaço e demonstrando que entendem o quanto é difícil ser aluno e blá blá blá. Ainda assim estão agindo, mesmo sendo só alguns que realmente lutam por condições melhores para desempenhar suas profissões, enquanto que a maioria, composta por PAUS NO CU, só quer mais dinheiro e está pouco se fodendo se há recursos para educar melhor.

Também estão presentes os alunos IMBECIS que ficam alegres com a greve e os poucos alunos que estão descontentes; porém entre eles existem alguns que de forma egoísta criticam todos os professores, sem se ligar que uma parte deles quer algo que é de interesse geral.

A greve é uma forma um tanto quanto impactante que servidores públicos usam para pressionar o governo, para que lhes concedam as condições necessárias podendo assim exercer seu papel de forma digna, e isso muitas vezes (sempre) envolve salário, mostrando o precário interesse pelo ensino. O pior é que algumas greves acabam em NADA também mostrando a importância que o estado dá para os estudantes.


Mas, definitivamente, o pior de tudo, são os pais RIDÍCULOS que se revoltam erroneamente contra os professores, os chamando de vagabundos, exigindo ter para onde mandar suas incomodativas crias, pois precisam trabalhar (mostrando mais uma vez como a PORCARIA do povo brasileiro trata a educação). E os filhos da puta não percebem que a porra dos impostos que eles pagam são (ou pelo menos deveriam ser) destinados à educação e não a um “deposito de filhos”.

Enfim, tomara que essa greve resulte em algo bom, e não só na reposição de aulas nas férias. Antes de ontem o SINASEFE foi convidado para uma assembléia. Vamos ver no que dá.

14 março 2011

"Sobre Vacas e Moedores"


"Um amigo tinha um sítio. Colocou nele uma vaca. A vaca lhe dava uma enorme despesa. Teve de construir um estábulo, além de comprar uma picadeira de cana para a ração.
As pessoas ajuizadas da família tentaram trazê-lo de volta à razão. 'Com as despesas todas que a vaca lhe dá, o leite dela é o mais caro da cidade! Seria mais prático comprar leite nos saquinhos plásticos...'. Mas ele confessava: 'Eles não me entendem... Eu não tenho a vaca do leite. Eu tenho a cava porque gosto de ficar olhando para ela, aqueles olhos tão mansos, aquele ar tão plácido, tão diferente das pessoas com quem lido... Tenho a vaca porque ela me faz ficar tranquilo...' Meu amigo sabia aquilo que seus práticos familiares não sabiam: que uma vaca além de ser um objeto com vantagens práticas e econômicas, é também um objeto onírico. As vacas nos fazem sonhar...

Havia na casa do meu avô, um quadro bucólico. Era um campo com grandes paineiras floridas ao fundo e algumas vacas que mansamente pastavam. Eu, menino, gostava de ficar ali, olhando o quadro. E me imaginava assentado à sombra das paineiras, gozando da felicidade de ter como companhia apenas vacas que nada pediam de mim.

Não existe nelas nenhuma ética, nenhum comando. Nada querem fazer, além de comer o capim verde. Já os cavalos provocam sonhos diferentes: criaturas selvagens cheias de uma beleza energética, relincham num desafio para as corridas desabaladas e o rigoroso bater das patas no chão. O relinchar de um cavalo é um grito de guerra. Mas o mugido de uma vaca, apito rouco de um navio vagaroso, soa como uma oração... 'de profundis...' Acho que foi por isso, por essa sabedoria filosófica, que as vacas nos fazem sonhar, que os hindus as elegeram como seres sagrados.
As vacas parecem estar em paz com a vida - muito embora seu destino possa ser trágico. Trágico, não por causa delas, mas por causa dos homens, que pouco se comovem com seus olhos mansos. Cecília Meireles colocou num verso esta condição bovina, como paradigma da condição humano: 'Sede assim - qualquer coisa serena, isenta, fiel, igual ao boi que vai com inocência para a morte'. Pois bois e vacas, esvaziadas, de suas belas e inúteis funções oníricas, pelos homens práticos, estão destinados ao corte.

Passei pelo açougue, lugar onde se realiza o destino das vacas. um açougue é o lugar onde a mansidão bovina é transformada em utilidade comercial. Para serem úteis elas têm de morrer. Sobre o balcão, um moderníssimo moedor de carne. O açougueiro, afiando sem parar a faca, corta as carnes que, um dia, pastaram à sombra das paineiras. Por um buraco, à direita, entram os pedaços de carne. Ligadas à máquina, giram as engrenagens invisíveis que trituram a carne. Operação necessária para que a vaca se torne útil ao homem.
Em sua placidez filosófica, a vaca não é útil à ninguém, apenas a ela mesma. É preciso que a máquina a transforme em outra coisa pára ser útil ao homem. Na outra extremidade do moedor elétrico há um disco cheio de orifícios. Por ele esguicha a carne moída, que vai caindo em uma bandeja. Terminada a operação, o açougueiro toma um punhado de carne o coloca cobre um pedaço de plástico, e, por uma manipulação destra, enrola-a sob a forma de rolo, como se fosse um salame. E assim vai repetindo. Sobre o balcão os rolo vão se acumulando, todo iguais, um ao lado do outro.

Tentei conversar com os rolos de carne moída. Perguntei-lhes se sentiam saudades dos pastos, dos riachos, das paineiras floridas. Mas parece que haviam se esquecido de tudo. 'Pastos, riachos, paineiras - o que é isso? Parece que a máquina de moer carne tem o poder de produzir amnésia. Perguntei-lhes então sobre os seus sonhos. E me responderam: hamburgueres, Mc Donald's, Bob's, churrascos... Só sabiam falar da sua utilidade social. E até falavam em inglês...

Meditei sobre o destino das vacas e fiquei poeta. A gente fica poeta quando olha para uma coisa e vê outra. É isso que tem o nome de metáfora.

Olhei para a carne cortada, o moedor, os rolinhos e vi outra coisa: escolas! Assim são as escolas... As crianças são seres oníricos, seus pensamentos têm asas. Sonham sonhos de alegria. Querem brincar. Como as vacas de olhos mansos são belas, mas inúteis. E a sociedade não tolera
inutilidade. Tudo tem de ser transformado em lucro. Como as vacas, elas têm de passar pelo moedor de carne. Pelos discos furados, as redes curriculares, seus corpos e pensamentos vão passando. Todas são transformadas numa pasta homogênea. Estão preparadas para se tornarem socialmente úteis. E o ritual dos rolos em plásticos? Formatura. Pois a formatura é isto: quando todos ficamos iguais, moldados pela mesma forma.

Hoje, quando escrevo, os jovens estão indo para os vestibulares. O moedor foi ligado, Dentro de alguns anos estarão formados. Serão profissionais. E o que é um profissional se não um corpo que sonhava e que foi transformado em ferramenta?As ferramentas são úteis. Necessárias. Mas - que pena - não sabem sonhar..."



Esse texto - de Rubem Alves - me foi passado durante uma aula de sociologia enquanto estudávamos sobre a formação de culturas presentes na sociedade, pela professora Eliane Dutra de Armas. O mesmo, como a própria professora disse, não tem nenhuma intenção de fazer apologia ao vegetarianismo, mas de analisar e comparar o processo que as crianças passam com o que as vacas passam.

03 março 2011

Aos analfabetos políticos




"O pior analfabeto

É o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala,

Nem participa dos acontecimentos políticos

Ele não sabe que o custo de vida,

O preço do feijão, do peixe, da farinha,

Do aluguel, do sapato e do remédio

Dependem das decisões políticas

O analfabeto político

É tão BURRO que se orgulha

E estufa o peito dizendo

Que odeia política

Não sabe o imbecil que,

Da sua ignorância política

Nasce a prostitutam menor abandonado,

E o pior de todos os bandidos,

Que é o político vigarista,

Pilantra, corrupto e lacaio

Das empresas nacionais e multinacionais."


por Berolt Brecht

28 fevereiro 2011

Aos Iconoclastas



Em defesa dos que são chamados de "jacús" pela família antiquada ou por IDIOTAS tradicionalistas com os quais convivem e não conseguem eliminar de seu dia-a-dia, tenho algo a dizer:
Muitas vezes as pessoas que mudam de ambiente acabam adotando um comportamento comum da região ,e , de certa forma isso implica no desprezo - e até na caça - dos que se recusam a seguir o padrão, sendo denominados rebeldes ou "jurunas"; quanto a isso: VÃO SE FODER!

Tenho passado raiva pra caralho com isso, nos tratam como de fôssemos ovelhas, nos tocando para perto uns dos outro afim de manter o controle, limitando nossa expressão, o nosso direito de pensar; justificam seus atos absolutistas com o argumento de que temos que aparentar iguais para que não existam aqueles que se sintam menosprezados de alguma forma, menosprezando assim os que insistem em fazer a diferença.

NÃO SOMOS IGUAIS.

10 fevereiro 2011

Início do ano letivo

Em função do ano letivo - da falta de posts e da necessidade de encher linguiça - vou postar só um video de uma musica sobre esse mesmo assunto: Escolas!


28 dezembro 2010

Religião, intolerância e hipocrisia

Um dos assuntos que vem me incomodando pra caralho a muito tempo é a falta de consideração e a incapacidade dos religiosos de aceitar a opinião dos não-praticantes, ateus ou agnósticos sobre a religião;

Eu só queria falar sobre a porcaria do costume dos religiosos de enfiar goela abaixo toda a sua tradição e valores, que na minha opinião são RIDÍCULOS (por seus fundamentos). Todas as pessoas devem ter a liberdade de escolher todas as suas ações - o que justifica a escolha pela religião -, mas também todos os indivíduos devem ser livres para NÃO OUVIR o que não se quer, o que significa que temos o direito de não ouvir esse assunto que julgamos ser bobagem; entretanto, a nossa vontade nem sempre basta para que os alienados parem de nos sufocar com argumentos furados, havendo assim, a necessidade de pedirmos que PAREM DE FALAR sendo então caracterizados como mal educados, ou intolerantes. Tá bom então, FODA-SE o bem estar das pessoas quando as mesmas param de se preocupar com o meu, foi algo que eu decidi a muito tempo atrás.

Enfim, se há uma coisa pior que religiosos intolerantes, são religiosos hipócritas em relação à tolerância.

25 dezembro 2010

Natal e Papai Noel

Para alguns, tempo de confraternização, de tocar presentes, comer comidas típicas e aproveitar o tempo se divertindo com a reação das crianças próximas ao tio vestido com a versão Coca-cólica do Papai Noel;

Para mim um modo irritante de se juntar com pessoas que você não gosta só por ter o mesmo sobrenome e iludir e chantagear crianças com presentes fazendo-as prometer um comportamento que é praticamente impossível nessa idade, fazer com que fiquem confusas em frente a uma criatura que não sabem se gostam ou têm medo, fazer com que elas fiquem cada vez mais interesseiras e mimadas.

Éééé... merda!

22 dezembro 2010

Veganismo, suas razões e desrazões.

Veganismo é um estilo de vida extremamente natural que se baseia em considerar sempre os direitos dos animais, boicotando produções e marcas ditas especistas.

Admiro os vegans - ou veganos - por reconhecerem os direitos de todos os seres como iguais. Os mesmos não se recusam somente a comer carne, mas também, não usam cosméticos nem produtos de higiene que sejam testados em animais, chegando até os indivíduos mais extremos, os quais não tomam vacina pelo mesmo motivo.

Até aí tudo bem, defendendo sua causa com razão. Entretanto, quando eu vejo pichações nas ruas dizendo "CARNE É CRIME", paro pra pensar:
"É um pouco contraditório, pessoas que defendem a efetividade da natureza, desprezarem tanto o consumo de carne, já que o PREDATIVISMO faz parte de tal equilíbrio."
Tudo bem, na MINHA UTOPIA só consumiríamos carne se conseguíssemos ela de forma natural e que não seja injusta, caçando; mas isso quando - e se - o ser humano chegar a ter uma CONSCIÊNCIA DE QUE NENHUM INDIVÍDUO É SUPERIOR A OUTRO. E também não acho compreensivo o uso de animais para testes e afins. Com tudo, nem todas as pessoas tem recursos para manter uma dieta que supra as necessidades, sem carne - independente dos motivos; então que se encontre um meio termo. A criação de animais para consumo pode, muito bem, largar mão da ganância e atender às necessidades de conforto dos animais para que os mesmos tenham uma VIDA DIGNA e mesmo assim continuar produzindo. Porra! É tão difícil para o ser humano parar de pensar no próprio umbigo?

Enfim, na minha opinião o Veganismo - assim como quase todas as ideologias - é certo até o ponto que se torna discriminatório. Respeito é a palavra-chave.



ERRATA: onde se lê "predativismo", considere "predadorismo".

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